O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa foi assinado, na noite de sexta-feira (5), e valerá para os próximos dois anos. O ACT foi aprovado pelos trabalhadores do banco público em assembleias históricas, realizadas por meio eletrônico devido à pandemia de coronavírus, no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários 2020.
O acordo garante, entre outros pontos, todos os direitos anteriores do último acordo, a PLR Social e o Saúde Caixa Para Todos, vencendo o teto de 6,5%, inserido no estatuto da Caixa em 2017, e mantendo o modelo de custeio baseado no pacto intergeracional, mutualismo e solidariedade. E ainda reajuste de 1,5% e abono de R$ 2 mil em 2020, mais ganho real de 0,5% (acima da inflação) em 2021 sobre todas as verbas de natureza salarial.
“O nosso ACT reflete exatamente o que discutimos e aprovamos na assembleia, nem uma vírgula fora do lugar. Superamos mais essa etapa e permanecemos a postos para o próximos desafios, que não são poucos e nem menos importantes que o fechamento do acordo”, diz Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/ Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT.
Foram assegurados no ACT todos os direitos vigentes no acordo anterior. “A PLR Social foi mantida mesmo com a absurda trava imposta pelo SEST. Outros destaques foram as garantias de parcelamento de férias em até três vezes e de opção pelo intervalo intrajornada de no mínimo 30 minutos aos empregados que têm jornada de 8h”, lembrou.
Entre as questões imediatas a serem enfrentadas, Fabiana destaca a garantia de condições de trabalho com proteção à saúde e a vida dos trabalhadores no atendimento à população e em todas as atividades essenciais desse período de pandemia: “Temos que nos manter mobilizados para garantir condições de seguranças e saúde a todos os empregados, incluindo o enfrentamento de problemas dos que se encontram em home office, e com atenção muito especial aos que atuam diariamente na rede. Não se justifica a cobrança de metas em plena pandemia, a vida é o mais importante, está muito acima do lucro.”
Saúde Caixa para todos
A mobilização dos empregados assegurou no ACT garantias fundamentais aos usuários do Saúde Caixa, como a manutenção da proporção 70/30 no custeio e o caráter solidário do plano, além restabelecer a participação dos novos empregados. “Mas, o desafio da sustentabilidade se mantém e precisamos fazer um amplo debate para a formulação de proposta coletiva para as discussões em mesa permanente com a empresa” reforçou a coordenadora da CEE/ Caixa.
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