| Não houve avanços na sétima rodada de negociação realizada na tarde dessa terça-feira 13. Os bancos insistiram em defender a proposta de reajuste rebaixado com abono, já rejeitada pelos bancários. Também disseram não a uma reivindicação fundamental dos bancários: a proteção aos empregos. Uma nova reunião foi marcada para quinta-feira 15, às 16h, em São Paulo.
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Nesta terça-feira 13, oitavo dia de paralisação, 12.008 unidades aderiram à mobilização em todo o País. No Rio Grande do Sul a greve cresce a cada dia. De acordo com o quadro geral divulgado pela Fetrafi-RS, o movimento atingiu 894 unidades. O Banrisul continua liderando o número de paralisações, com 178 unidades em greve, seguido pela Caixa, com 154. Já entre os privados, a disputa do ranking de greve fica entre Bradesco com 68 e Santander com 57.
“O crescimento da greve mostra o descontentamento da categoria. A postura da Fenaban contradiz a lucratividade obtida pelos bancos, que são os únicos a tirar proveito da crise. As cifras obtidas pelas cinco maiores instituições no primeiro semestre do ano – R$ 29,7 bilhões somando somente o resultado de Itaú, Bradesco, Santader, BB e Caixa – comprovam a real situação do sistema financeiro. É inaceitável que diante deste quadro, os banqueiros queiram arrochar salários”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Juberlei Baes Bacelo.
*Comunicação/Fetrafi-RS com Seeb São Paulo
Foto: Jailton Garcia/Contraf-CUT |