Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico

Na décima rodada de negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, realizada na tarde deste sábado (29), em São Paulo, o Banco do Brasil apresentou sua proposta global para as funcionárias e os funcionários. A formalização ocorreu logo após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) divulgar sua oferta para toda a categoria bancária.
Entre os principais pontos da proposta apresentada pelo Banco do Brasil estão:

Essas conquistas se somam às medidas já anunciadas pelo banco na quinta-feira (28), como a ampliação do afastamento para acompanhamento em casos de união estável, o ressarcimento dos custos para funcionários aprovados nas certificações da Anbima e também o abono de até 5 dias para que realizem as certificações e o compromisso com o desenvolvimento e a requalificação profissional dos funcionários.
O banco também já havia apresentado devolutivas para algumas das reivindicações encaminhadas pela representação das funcionárias e dos funcionários, especialmente aquelas relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e seus dependentes.
O Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs (PAS), que concede antecipação salarial para a aquisição de veículos de até R$ 100 mil, com prazo de pagamento de até 96 meses, sem juros e limite correspondente a 12 salários, será ampliado para pais e mães de dependentes PCDs. Segundo os dados apresentados pelo banco, a medida fará com que o número de pessoas beneficiadas passe de 3.404 para 7.271.
Na penúltima reunião, o banco também anunciou a ampliação de duas para cinco jornadas de trabalho por ano destinado aos funcionários PCDs para realizarem reparos em seus equipamentos.
No dia 19 de agosto, a gestão do BB apresentou na mesa de negociação a garantia de inclusão, no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), das políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas não brancas sejam priorizadas nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também informou que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamento por até seis meses. Com a nova cláusula, a bancária vítima de violência terá ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham realizado tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. O direito seria estendido a casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
Apesar das propostas apresentadas, a expectativa era de que a mesa apresentasse também em temas relacionados à remuneração, especialmente após as negociações da Campanha Nacional 2026. “Reconhecemos que as propostas apresentadas são importantes e que foram construídas ao longo das negociações, especialmente nas cláusulas sociais, mas não podemos deixar de registrar que o funcionalismo  aguarda uma proposta com avanços econômicos do Banco do Brasil. A negociação irá continuar na segunda-feira e esperamos que o Banco do Brasil traga essas resposta”, afirmou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

 

Fonte: Contraf-CUT

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