Dirigentes sindicais do Banco do Brasil participaram nesta quarta-feira (14), da primeira Mesa Temática de Resolução de Conflitos, na sede do Banco em Brasília. O tema da reunião foi a nova plataforma de atendimento digital, que está sendo implementada pelo Banco do Brasil. Com a reestruturação o processo foi acelerado, através da criação de 12 novas unidades para atendimento de Pessoa Física e outras 12 para atendimento de Pessoa Jurídica, além de outras 38 agências especializadas, que começam a funcionar em todo o País até 31 de dezembro. De acordo com o BB, em 2017, o número de unidades de atendimento digital chegará a 232.


A Comissão de Empresa dos Funcionários destacou para os gestores do BB, responsáveis pela implantação do modelo digital, as preocupações com os impactos do novo modelo de atendimento na vida dos funcionários, considerando as migrações de cargos, funções e carteiras de clientes.

Os representantes dos funcionários também questionaram o Banco quanto ao cronograma de implantação dos escritórios e agências digitais nas capitais, regiões metropolitanas e no interior do país. As dúvidas sobre as migrações de carteiras em cada local onde já existem ou serão instalados os escritórios digitais, além de detalhes sobre o processo seletivo para as agências especializadas em MPE – Micro e Pequenas Empresas – também foram abordados.

SEM REDUÇÃO DE CARTEIRAS

O Banco do Brasil afirmou mais uma vez que não haverá redução de carteiras com a migração para os escritórios digitais e as vagas serão nomeadas na lateralidade, seguindo o TAO Especial, conforme a reestruturação.

A Contraf-CUT e a Comissão de Empresa também fizeram questionamentos sobre os processos seletivos que foram iniciados antes dos escritórios serem criados, com indicações e seleção fora do TAO – Sistema de Recrutamento e Seleção.

Sobre este ponto, o Banco reafirmou que não haverá seleção fora do TAO e as nomeações ocorrerão na lateralidade, priorizando quem perdeu a vaga em alguma unidade. O BB se comprometeu de fazer áudio ou videoconferências com as Gepes – Gerências Regionais de Gestão de Pessoas e com os Superintendentes Regionais para unificar o discurso e prestar esclarecimentos sobre as nomeações.

CONDIÇÕES DE TRABALHO

Os dirigentes sindicais apresentaram ao banco vários questionamentos e denúncias em relação às condições de trabalho, envolvendo ambiência, ergonomia e também o uso excessivo de telefone, que apontam a necessidade de discussões sobre as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

O Banco informou que tem buscado atender e resolver os problemas apresentados, inclusive acionando mais o SESMT – Serviço Especializado Saúde e Medicina do Trabalho. Neste item, a Comissão de Empresa orienta a todos os sindicatos a fazerem a verificação nos escritórios que serão instalados, coletando os depoimentos dos funcionários sobre as condições de trabalho.

Uma nova Mesa Temática sobre BB Digital será marcada para a segunda quinzena de janeiro.

AVALIAÇÃO DA REUNIÃO

“Nossas preocupações estão relacionadas tanto às condições de trabalho e manutenção dos empregos no BB e também na qualidade do atendimento que será prestado aos clientes. O Banco precisa assumir a responsabilidade de conduzir o processo de maneira mais humana, pois será uma grande mudança para os funcionários, que terão que se adaptar ao modelo digital em meio às pressões geradas pelo processo de reestruturação, que incluem a diminuição de cargos comissionados”, analisa a diretora da Fetrafi-RS, Maria Cristina Santos.

*Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT
Fotos: Guina Ferraz

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