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A semana dos bancários em greve no RS começou com uma bela demonstração de disposição para a luta coletiva. Além de reunir a categoria para comemorar a passagem dos 88 anos de fundação do Banrisul, as atividades, promovidas pelo SindBancários com o apoio da Fetrafi-RS, contaram com a participação de servidores das demais estatais gaúchas e da Petrobrás. Após reunir grande número de dirigentes sindicais, bancários em greve e representantes de diversas categorias, o ato público em frente à Agência Central do Banrisul teve o tradicional abraço à Direção Geral do Banco, distribuição de bolo e parabéns no carro de som. A programação encerrou com uma caminhada até o Palácio Piratini. |
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Segundo a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, o momento é de união entre as categorias de servidores devido à constante ameaça de privatização e entrega do patrimônio público. “Banrisul, CEEE e Corsan estão no olho do furacão neoliberal, que tenta tomar conta do país. Não vamos permitir que o Governo Sartori ameace o que o povo gaúcho levou quase um século para construir. O Banrisul faz parte do patrimônio público. Trata-se de uma empresa altamente rentável e também exerce papel essencial na prestação de serviços bancários, presente na maioria dos municípios gaúchos. Temos consciência da importância da manutenção do Banco para o fortalecimento do Estado”, destacou a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa. A dirigente sindical lembrou que início da manhã desta segunda-feira, uma comissão integrada por dirigentes do SindBancários e da Federação protocolou um pedido de reunião com o Governo Sartori. Os sindicalistas cobram uma posição do Governo em relação à nota divulgada pelo Jornal Zero Hora de hoje, que divulga uma possível articulação a fim de driblar a necessidade de plebiscito para autorização da venda de empresas públicas. Greve legítima Já o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, destacou que a greve nacional não é culpa dos bancários, mas da má vontade do setor que mais lucra no País. “Os bancos mostraram na segunda negociação que queriam provocar a categoria bancária, mas a nossa resposta para esta provocação é aumentar a greve, tomar as ruas e mostrar que não vamos aceitar esse reajuste rebaixado. Através da greve vamos sair vitoriosos da campanha salarial”, enfatizou o presidente do SindBancários. Gimenis também convocou o conjunto da categoria a lutar contra a entrega do patrimônio público. “Vamos abraçar o Banrisul e subir em caminhada até o Palácio Piratini pra dizer que não aceitamos a privatização do Banrisul, a entrega da CEEE, da Corsan, da CRM, da Sulgás e de todas as empresas públicas gaúchas. Temos que ficar atentos. Sabemos que no acordo nacional sobre a dívida dos Estados há possibilidade de alienar as empresas públicas. Com isso, não está descartada a possibilidade de entregar o patrimônio público dos gaúchos, como já fizeram no Governo Britto”, lembrou o sindicalista. *Comunicação/Fetrafi-RS |