Carta aberta à população
sobre o desmonte do Banco do Brasil

 

O ano de 2021 começou com o anúncio da direção do Banco do Brasil de um
plano de reestruturação que prevê o fechamento de agencias e outras unidades,
além de um Plano de Demissões Voluntários (PDV) que tem por meta dispensar 5
mil trabalhadores do banco, entre outras medidas que prejudicam os funcionários
e o atendimento ao público.

A direção do Banco do Brasil quer fazer mudanças em 870 pontos de
atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e
escritórios. Serão centenas de agências fechadas, muitas delas em cidades do
interior do país que não dispõem de outras instituições bancárias. Outro ponto
do plano é a meta de dispensar 5 mil funcionários, agravando ainda mais o
atendimento à população.

Lembramos que essas medidas são anunciadas em meio a uma pandemia que
cresce a cada dia, na qual o desemprego é uma crueldade que atingirá milhares
de bancários e outros trabalhadores que prestam serviços nas agências e outras
unidades do banco.

O que está por trás dessas medidas é o desmonte do Banco do Brasil, um
banco público que tem um papel histórico no desenvolvimento econômico do país.
O Banco do Brasil e seus funcionários atuaram na linha de frente no atendimento
à população durante a pandemia, com todas as dificuldades que a falta de
estrutura da instituição trouxe para nosso trabalho. A população será
prejudicada de diversas formas com essa reestruturação. Uma delas é a redução
dos caixas executivos, que vai afetar diretamente o serviço de atendimento ao
público.

O Banco do Brasil é um banco público ameaçado por um governo que leva o
país a uma situação desesperadora. É parte dos serviços públicos que prestam
serviços essenciais à população, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ensino
público e gratuito do nível básico ao superior. É o serviço público que atende
à população mais carente e que está ameaçado pelo atual governo.

Os funcionários do Banco do Brasil não vão aceitar essa arbitrariedade
da direção do banco. Estão dispostos a iniciar um calendário de lutas que não
descarta a greve como ferramenta para barrar esse ataque ao BB. Convocamos a
população a protestar contra essa reestruturação do Banco do Brasil, que
aumenta o desemprego e piora o atendimento, uma reestruturação que faz parte de
um plano maior de desmonte geral do serviço público no Brasil.

 

 

 

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SÃO LEOPOLDO/RS

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