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reestruturação anunciada pelo Banco do Brasil no último domingo gerou uma onda de indignação e incerteza entre os funcionários lotados nas unidades afetadas pelas medidas impostas pela instituição. O movimento sindical cobrou explicações imediatas do BB durante reunião ocorrida em Brasília, nesta terça-feira (22). |
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“Criticamos a forma desumana como o processo foi conduzido, pois os funcionários souberam da novidade pela imprensa, em pleno final de semana. O lançamento de um pacote de aposentadoria, juntamente com corte de cargos e fechamento de agências é inadmissível. Com isso, o BB vincula programas de caráter diferente, usando a redução de quadro de funcionários, gerada pela reorganização para pressionar os funcionários a aderirem ao Plano de Aposentadoria”, destaca a diretora da Fetrafi-RS, Maria Cristina Santos, que representou os funcionários gaúchos na reunião. Precarização do atendimento O movimento sindical argumenta que o fechamento de agências no interior do país terá impacto no atendimento à população, causando transtornos nas comunidades atingidas pelo fechamento de agências. Na avaliação dos sindicalistas, o Banco do Brasil é uma instituição pública e deve manter os serviços bancários já existentes, sem prejudicar o acesso da população ao atendimento. Garantias O Banco do Brasil garantiu que ninguém será obrigado a migrar para jornada de seis horas com redução de salário. Quanto às movimentações na lateralidade que resultam da reestruturação, o funcionário poderá optar em permanecer na jornada de 8 horas. Outra garantia é a criação de um sistema de concorrência e seleção, a partir de 1º de dezembro e sem prazo determinado para acabar, com prioridade para os funcionários das áreas impactadas. Os dirigentes sindicais também cobraram: garantia da manutenção das remunerações e manutenção na praça; ampliação do período de VCP e inclusão dos caixas nas CCVs, sendo que essa questão ainda será discutida pelo movimento sindical. “O banco iniciou um processo de reestruturação, fechará agências, impondo à sociedade a precarização do atendimento e na outra ponta reduz as dotações dos locais, intensificando o trabalho dos funcionários. Além disso, gerou insegurança quanto ao futuro dos bancários. Trata-se de um conjunto de medidas muito ruins do ponto de vista humano e beneficiam apenas os interesses do mercado”, a dirigente da Fetrafi-RS. Encaminhamentos A Contraf-CUT orienta que os sindicatos façam reuniões nos locais de trabalho, buscando informações e dando orientações aos funcionários. O objetivo é preparar atividades de mobilização que serão orientadas nacionalmente. Uma nova rodada de negociação será realizada no dia 1º de dezembro, na sede do BB, em Brasília. *Comunicação/Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT |