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A 18ª Conferência Estadual de Bancários (as) do RS abriu os trabalhos na manhã deste sábado, desafiando os participantes à resistência em defesa de direitos e pela democracia brasileira. Embora o foco do evento seja a organização para a Campanha Salarial, a atual conjuntura política adversa aos trabalhadores pautou as declarações dos dirigentes sindicais, que integraram a mesa de abertura da programação. |
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Os diretores da Federação destacaram que os bancários “não costumam olhar somente para o próprio umbigo” durante suas campanhas salariais, apesar da importância das reivindicações econômicas. Com isso, a atual conjuntura política deve incidir sobre a campanha, afetando as negociações com os bancos. Na avaliação dos sindicalistas, toda a classe trabalhadora sofre as consequências da crise econômica, usada como desculpa para supressão de direitos, aumento de impostos, cortes em políticas sociais e áreas essenciais como saúde e educação. Outro fator negativo apontado pelos dirigentes sindicais é o desmonte do estado, através da entrega de patrimônio público, o que coloca em risco as instituições financeiras estatais. Além disso, existe o perigo iminente da aprovação do projeto PLC30/2015, que flexibiliza as regras sobre a terceirização do trabalho, pondo em xeque a organização dos trabalhadores enquanto categorias. Os dirigentes sindicais preveem uma das campanhas salariais mais difíceis, com grandes embates nas negociações com a Fenaban e direções dos bancos públicos. Paralela à conjuntura de crise econômica, a política instável do país também será crucial no encaminhamento das ações dos bancários. À tarde a programação da Conferência continua com os encontros específicos de Bancos Privados, Banco do Brasil, Caixa e Banrisul. *Comunicação/Fetrafi-RS |