O último dia do mês de fevereiro foi marcado por uma onda de paralisações e protestos na rede de agências e departamentos do HSBC em todo o país. No Rio Grande do Sul, diversos sindicatos se mobilizaram para retardar a abertura de unidades e alguns conseguiram paralisar o atendimento durante toda a segunda-feira, como ocorreu em Erechim e até 12h, a exemplo de Porto Alegre. As manifestações foram motivadas pelo anúncio recente feito pela instituição, de que não pagará a PLR referente a 2015 para a maioria dos funcionários.


Para José Orlando Ribeiro, representante gaúcho na COE/HSBC, a atitude do banco gerou grande indignação, pois os bancários aguardavam com expectativa a apresentação dos resultados de 2015. “No comunicado, o banco alegou que o resultado global foi 1,2% negativo – mas isso em números globais. A direção do HSBC simplesmente não divulgou o desempenho no Brasil”, esclareceu o sindicalista. No último dia 22, o banco havia anunciado um lucro líquido global de mais de 13,5 bilhões de dólares.

O HSBC é um dos maiores bancos do mundo e no último ano teve um lucro global de 13,5 bilhões de dólares. As agências em atividade no Brasil, por exemplo, geraram o saldo positivo de 191 milhões de dólares somente no primeiro semestre do ano passado.

O banco inglês está presente em 531 municípios brasileiros. O processo de incorporação do banco pelo Bradesco ainda não foi concluído e, apesar de a empresa inglesa ter garantido que não haverá demissões em massa, ninguém sabe o que está por vir, o que tem deixado os cerca de 21 mil funcionários apreensivos. O Movimento Sindical tem reiterado a cobrança pela garantia de emprego e direitos.

*Comunicação/Fetrafi-RS 

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