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No Rio Grande do Sul, o movimento atingiu 700 unidades do interior nesta
quinta-feira e outras 331 na base do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.
O diretor da
Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, que também integra o Comando Nacional reafirma a
disposição dos bancários para negociação. “Desde o início da campanha
buscamos resolver os impasses através do diálogo. A Fenaban se limitou a
dizer não às reivindicações dos trabalhadores e agora assume uma postura
omissa diante da greve da categoria. Os bancos não podem mais se isentar da
responsabilidade da mesa de negociação”, salienta Hanke.
A única proposta apresentada pelos bancos até agora foi no dia 5 de setembro,
há quase um mês, estabelece reajuste de 6,1%, que apenas repõe a inflação do
período pelo INPC e ignora as demais reivindicações econômicas e sociais. A
proposta foi rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o
país no dia 12.
A greve foi deflagrada no dia 19 de setembro, quando os bancários fecharam
6.145 agências e centros administrativos em todo o país. O movimento vem se
ampliando dia após dia, atingindo 11.406 dependências nesta quinta-feira 3, o
15º dia de paralisação – um crescimento de 85,6% nesse período.
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